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Comércio ilegal: Venda irregular de Mounjaro compromete eficácia e põe saúde em risco

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A venda irregular do Mounjaro – medicamento injetável indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e que também foi recentemente aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para auxiliar na perda de peso – tem se tornado cada vez mais frequente. Nesta semana, no Rio de Janeiro, a Polícia Civil deflagrou uma operação com o objetivo de reprimir a atuação de uma organização criminosa responsável pela importação e venda ilegal do produto. A ação foi conduzida por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon).
 

A comercialização clandestina compromete a segurança dos consumidores e configura crime contra a saúde pública. Além de ser um medicamento de uso controlado, cuja administração deve ser feita somente com prescrição médica e acompanhamento de um profissional de saúde, o armazenamento e transporte inadequado de Mounjaro representam um risco a sua eficácia, uma vez que deve ser armazenado sob refrigeração de 2°C a 8°C.
 

“Medicamentos como o Mounjaro, assim como insulinas e vacinas, devem ser transportados com sistemas ativos ou passivos de controle de temperatura, garantindo que permaneçam entre 2°C e 8°C ao longo de todo o trajeto”, explica Liana Montemor, farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar, empresa pioneira no Brasil em soluções para cadeia fria. “Fora dessa faixa de temperatura, o medicamento pode perder a eficácia e, pior ainda, se tornar potencialmente perigoso à saúde de quem o utilizar”, alerta.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50% dos medicamentos termolábeis chegam ao consumidor final com perda de qualidade devido a falhas no controle de temperatura durante o transporte. Já a Anvisa reforça que o armazenamento ou transporte em condições térmicas inadequadas pode alterar as propriedades físico-químicas dos medicamentos, causando desde a ineficácia até reações adversas inesperadas.

Outro ponto importante diz respeito à falsa sensação de segurança que algumas pessoas têm ao olhar a data de validade. “Nem sempre ela pode ser levada como indicativo de que o medicamento, ainda que esteja dentro do prazo, mantenha suas características originais. A exposição ao calor pode comprometer a estabilidade e eficácia do fármaco, mesmo sem alterações visíveis”, reforça Liana.

Controle térmico exige estrutura adequada
O transporte seguro de medicamentos termolábeis exige estrutura logística específica, com caixas térmicas qualificadas, gelos apropriados, dataloggers (dispositivos que monitoram temperatura em tempo real) e embalagens projetadas para cada tipo de medicamento.
“A indústria farmacêutica e os serviços de saúde seguem normas rígidas para garantir a qualidade dos produtos até o paciente final. Quando há transporte ilegal ou improvisado, além da ilegalidade em si, há um grave risco sanitário. Sem o controle adequado, não há garantia de que o medicamento vai fazer o efeito esperado”, finaliza Liana.

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