Com a chegada de novembro, o clima de expectativa toma conta das salas de aula em todo o país. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 09 e 16 de novembro de 2025, é o principal vestibular brasileiro e porta de entrada para universidades públicas e privadas. Na sequência, vêm provas concorridas com a Fuvest, da USP, a Unicamp, a Unesp e o Vestibular PUC-SP, além de seleções tradicionais de outros estados. É o ápice de um ciclo de estudos que, para muitos jovens, pode ser também um dos períodos mais desafiadores emocionalmente.
De acordo com a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), mais de 60% dos jovens relatam sintomas de estresse ou ansiedade durante o período de preparação para o vestibular, fator emocional que se mostra tão importante quanto o domínio de conteúdo no desempenho dos alunos.
Diante desse cenário, escolas que adotam metodologias voltadas à autonomia e ao protagonismo dos estudantes têm se destacado por preparar jovens. É o caso do Colégio Leonardo da Vinci, rede de ensino que possui 7 unidades na Grande São Paulo e referência em aprovação nos vestibulares, que prioriza práticas que partem da premissa de que o aprendizado é mais sólido quando o aluno se reconhece como agente do próprio processo.
“Metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em projetos (ABP) e a aprendizagem por investigação, além do acompanhamento individualizado e da gestão colaborativa do tempo, estimulam o pensamento crítico junto ao conhecimento e a tomada de decisão. Ao entender suas metas e seu ritmo, o estudante ganha segurança e passa a lidar com os desafios com mais maturidade e equilíbrio, o que faz enorme diferença em momentos de pressão, como o vestibular”, explica Wagner Venceslau Dias, diretor pedagógico do Colégio.
Além do impacto no desempenho, a autonomia contribui diretamente para a saúde mental. Conforme o diretor, é importante integrar o desenvolvimento socioemocional à rotina escolar para ter um ambiente que acolhe, orienta e estimula o protagonismo dos estudantes. Com isso, quando o jovem se sente capaz e apoiado, ele naturalmente consegue performar melhor.
“Na prática, isso significa desenvolver habilidades que vão além do conteúdo acadêmico, como a capacidade de gerenciar o tempo, organizar rotinas de estudo, lidar com frustrações e buscar ajuda quando necessário. A ideia é que o aluno aprenda a reconhecer o que o motiva, o que o desafia e o que o acalma. Esse repertório emocional é o que sustenta o sucesso no vestibular e nas próximas etapas da vida acadêmica”, ressalta Wagner.
Ainda segundo o especialista, o resultado desse trabalho é visível nas semanas que antecedem as provas. Enquanto muitos estudantes enfrentam noites mal dormidas e sintomas de estresse, os jovens acostumados a gerir suas próprias metas e reconhecer seus limites demonstram mais serenidade e foco.
“É muito importante lembrar aos jovens que o vestibular é apenas uma etapa e não o ponto final. Queremos que os alunos saibam se posicionar, construir caminhos e enfrentar desafios com confiança dentro e fora da sala de aula, mas de acordo com seu perfil. Cada aluno é único”, conclui Wagner.








