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Abril Azul: sinais silenciosos do autismo podem começar pela audição e fala

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Abril marca o Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), um período dedicado a ampliar informação, reduzir preconceitos e incentivar o diagnóstico precoce. E é justamente nos primeiros sinais, muitas vezes sutis, que mora um dos maiores desafios.

Alterações na forma como a criança escuta, reage à voz dos pais ou desenvolve a fala podem ser os primeiros indícios de que algo não está dentro do esperado e, em alguns casos, podem levantar a suspeita de autismo.

“O desenvolvimento da comunicação envolve audição, linguagem e interação social. Quando alguma dessas etapas não acontece como esperado, é importante investigar”, explica a Dra. Roberta Pilla, médica otorrinolaringologista e membro da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial).

Segundo a especialista, o papel do otorrinolaringologista é muitas vezes o primeiro passo nessa jornada, especialmente quando os sinais aparecem na fala, na audição ou no comportamento. “Na avaliação, conseguimos investigar não só a audição, mas também aspectos do desenvolvimento e até questões sociais da criança. Distúrbios do sono e alterações respiratórias, que são comuns em crianças com TEA, também podem ser observados nesse primeiro atendimento”, afirma.

Um dos pontos mais importantes é que nem sempre o atraso é global. A criança pode sentar, engatinhar e andar dentro do esperado, mas apresentar dificuldades na comunicação, no contato visual ou na interação social e isso costuma passar despercebido.

“Muitas famílias esperam um atraso mais evidente para buscar ajuda. Mas, no autismo, os sinais iniciais podem ser mais sutis e relacionados à comunicação e comportamento”, destaca.

Além disso, alterações auditivas e distúrbios de linguagem podem agravar o quadro, dificultando ainda mais o desenvolvimento social da criança.

Identificar esses sinais cedo faz diferença real na vida da criança. Isso porque o diagnóstico precoce permite iniciar intervenções que ajudam no desenvolvimento da comunicação, da interação social e da aprendizagem.

“Quando conseguimos agir cedo, aumentamos muito as chances de evolução positiva no desenvolvimento da criança”, reforça a especialista.
 

15 sinais de alerta que merecem atenção
 

Durante o Abril Azul, a orientação é simples: observar mais de perto.

A seguir, a especialista lista sinais que podem indicar a necessidade de avaliação:

1-Dificuldade em manter contato visual

2-Não responde ao sorriso ou expressões dos pais

3-Não acompanha o olhar ou gestos de apontar

4-Não fala palavras aos 15 meses ou frases aos 24 meses

5-Repete falas sem compreender o significado

6-Não responde ao próprio nome

7-Perda de habilidades de linguagem ou interação

8-Movimentos repetitivos, como balançar mãos ou corpo

9-Interesses restritos ou repetitivos

10-Brinca apenas com partes dos brinquedos

11-Sensibilidade exagerada ou ausência de resposta a estímulos

12-Dificuldade em brincadeiras de faz de conta

13-Dificuldade em compreender gestos ou emoções

14-Troca pronomes ao falar

15-Dificuldade para formar frases


Quando procurar ajuda

Ao notar qualquer comportamento diferente do esperado para a idade, o mais importante é não esperar. “A avaliação especializada ajuda a entender o que está acontecendo e direcionar o melhor caminho para a criança e a família”, orienta.

Mais do que um mês de conscientização, o Abril Azul reforça um ponto essencial: informação e atenção aos sinais podem transformar completamente o futuro de uma criança.


Dra. Roberta Pilla

  • Otorrinolaringologia Geral Adulto e Infantil
  • Laringologia e Voz
  • Distúrbios da Deglutição;
  • Via Aérea Pediátrica
  • Médica Graduada pela PUCRS- Porto Alegre/ Rio Grande do Sul (2003)
  • Pesquisa Laboratorial em Cirurgia Cardíaca na Universidade da Pensilvania – Philadelphia/USA (2004)
  • Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (2009)
  • Mestrado em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS- Porto Alegre/RS) (2012-2016)
  • Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) (2016)
  • Membro do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF (2017-2022)
  • 2019-2020: Presidente do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF
  • 2021- 2022: Secretaria Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF
  • Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica do Hospital Infantil Sabará (SP/São Paulo)
  • Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica dos
  • Hospitais do Grupo Maternidade Santa Joana e Pró-Matre (SP/ São Paulo)
  • Médica do Grupo de Otorrinolaringologia do CDB Diagnósticos
  • Médica Otorrinolaringologista do Hospital Moriah (SP/São Paulo)
  • Médica Otorrinolaringologista do Ambulatório da Rede Record de Televisão (SP/ São Paulo)
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