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Acesso à internet em escolas da rede pública de São Paulo chega a 98,5% em 2025

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São Paulo está muito próximo da universalização do acesso à internet em escolas públicas de ensino básico. Informações divulgadas pelo Censo Escolar 2025 indicam que o estado deu um salto de 10,3 pontos percentuais em dez anos. Em 2015, 88,3% das instituições públicas de ensino infantil, fundamental e médio estavam conectadas à internet em São Paulo. Em 2025, o percentual chegou a 98,5%. O percentual do estado supera a média nacional, que registrou 93,1% em 2025.
 

Levando em conta apenas as instituições em áreas urbanas, a evolução em São Paulo foi de 90,9% para 99,3% entre 2015 e 2025 (8,4 pontos percentuais). Já nas áreas rurais, o avanço foi de 32,7 pontos percentuais: saiu do patamar de 54,2% em 2015 para 86,9% em 2025. O mesmo fenômeno se refletiu em escolas quilombolas, indígenas e de educação especial. Nas indígenas, o percentual foi de 40,9% para 87,2% (salto de 46,3 pontos percentuais). Nas quilombolas, o avanço foi de 42,9 pontos percentuais, de 16% em 2015 para 58,3% em 2025. Na educação especial, o salto foi de 93,3% para 99% (5,7 pontos percentuais).
 

No plano mais diretamente conectado ao cotidiano dos estudantes de São Paulo, subiu 25,5 pontos percentuais (de 65,4% para 90,9%) o número de escolas públicas com internet disponível para atividades de ensino e aprendizagem entre 2019 (ano mais distante de referência neste quesito Censo Escolar 2025) e 2025, e cresceu 0,5 ponto percentual (de 66,9% para 67,4%) o número de escolas com computadores disponíveis para alunos (desktops ou laptops) entre 2015 e 2025.
 

ESTRATÉGIA NACIONAL – Os avanços observados no Censo Escolar dialogam com um conjunto de políticas federais implementadas nos últimos anos para ampliar o acesso à internet nas escolas públicas. Lançada em setembro de 2023, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) articula ações voltadas à expansão do acesso à internet de qualidade, à melhoria da infraestrutura elétrica e de rede interna (Wi-Fi) e à promoção do uso pedagógico das tecnologias digitais. Entre 2023 e 2025, foram destinados aproximadamente R$ 3 bilhões para ações de conectividade em escolas estaduais e municipais, em regime de colaboração com estados e municípios.

“Queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo de garantir 100% da conectividade para fins pedagógicos das escolas”

Camilo Santana, ministro da Educação

FINS PEDAGÓGICOS – “Nós queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo de garantir 100% da conectividade para fins pedagógicos das escolas”, afirmou o ministro Camilo Santana (Educação).
 

A Estratégia opera de forma integrada. Combina expansão da infraestrutura, monitoramento técnico da qualidade da conexão e apoio às redes de ensino para garantir que o acesso esteja associado a condições efetivas de aprendizagem e uso pedagógico.
 

“O censo apresenta a conectividade em geral, mas ela pode ser para a sala do professor, para o diretor, para a área administrativa. O que queremos é que o professor possa transmitir um vídeo em sala. E é por isso que criamos a Estratégia de Conectividade de Escolas, e passamos de 45% em 2023 para 70% este ano”, completou Santana.
 

COMO É FEITO – O Censo Escolar é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e contabiliza 178,8 mil escolas de educação básica no Brasil. A divulgação dos resultados de 2025 foi realizada em 26 de fevereiro de 2026. O levantamento apresenta dados sobre escolas, professores, gestores, turmas e alunos de todas as etapas e modalidades de ensino.

Dados por estado: Link

PARA QUE SERVE – Os indicadores do censo são usados para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Os resultados servem, ainda, para a definição de programas e critérios para atuação do MEC junto às escolas, aos estados e aos municípios. Além disso, subsidiam o cálculo de indicadores, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e possibilita contextualizar os resultados das avaliações, bem como o monitoramento da trajetória dos estudantes desde seu ingresso na escola. A precisão dos dados é base para o repasse de recursos de federais, como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), no ano seguinte.
 

INDICADOR COMPLEMENTAR – Complementarmente ao Censo, o Ministério da Educação usa o Indicador Escolas Conectadas (INEC), no âmbito da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, para avaliar se essa internet atende às condições necessárias para o uso pedagógico. O indicador considera a velocidade da conexão, a presença de Wi-Fi nos ambientes escolares e a infraestrutura elétrica compatível, além de integrar diferentes fontes de informação, como medições de velocidade da internet, registros contratuais e dados validados por gestores.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

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