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 Road to COP30: Motorhome faz parada em Brasília e traz debate sobre adaptação climática

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O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) recebeu, nesta terça-feira (4/11), integrantes da Expedição “Road to COP30 – Agenda de Ação em Movimento”, que percorre quatro biomas brasileiros, da Mata Atlântica à Amazônia, e promove debates sobre adaptação climática, inovação urbana e energia limpa. O encontro, realizado na sede do CAU/BR, em Brasília, antecedeu a Roda de Conversa Pré-COP30, promovida no Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília (UnB), e reuniu especialistas, representantes do governo federal e da academia.

Durante a roda de conversa, o diretor-executivo do Instituto Bem Ambiental (IBAM), Sérgio Myssior, destacou que cerca de 41% dos domicílios brasileiros apresentam algum tipo de inadequação, seja construtiva, urbana ou fundiária. “Pensar em sustentabilidade sem considerar a moradia em suas dimensões de quantidade, qualidade e localização é manter o problema à margem das soluções estruturais”, afirmou.

O Ministério das Cidades também esteve representado no evento. O secretário Yuri Rafael Della Giustina, diretor do Departamento de Adaptação das Cidades às Mudanças Climáticas, anunciou que o governo está nos processos finais do Plano de Adaptação das Cidades às Mudanças Climáticas, que será apresentado durante a COP30, em Belém (PA). “Essa agenda só avança se for construída de forma conjunta entre União, estados e municípios”, ressaltou.
 

Os conselheiros federais do CAU/BR reforçaram o papel estratégico da arquitetura e do urbanismo na integração entre políticas públicas e comunidades locais. O coordenador da Comissão Especial de Relações Institucionais (CRI), Carlos Lucas Mali, destacou o compromisso da comissão em dar continuidade aos debates e transformar as propostas discutidas em metas concretas no pós-COP30. “A CRI está comprometida em garantir que o legado da conferência seja duradouro e efetivo”, afirmou.

A representante das Instituições de Ensino Superior (IES) no CAU/BR, Poliana Risso, lembrou que, embora o Conselho seja uma autarquia profissional, também possui missão pública de ampliar o acesso da sociedade ao conhecimento técnico. Já o arquiteto e urbanista Filemon Tiago, do movimento Arquitetos pela Moradia, defendeu a Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS) como instrumento direto de enfrentamento à crise climática, e destacou o uso de materiais locais e a valorização de técnicas construtivas tradicionais.

O debate também abordou os entraves para o acesso a recursos internacionais voltados à adaptação climática. Segundo os especialistas, o país ainda enfrenta barreiras técnicas e institucionais para habilitação em fundos como o Fundo Amazônia, devido à falta de plataformas unificadas de dados e de profissionais capacitados.

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