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Parceria com Lisboa visa formação em comunicação pública e combate à desinformação

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O Conselho Nacional de Secretarias de Estado de Comunicação (CNSECOM) firmou recentemente, uma parceria estratégica na capital portuguesa Lisboa, com o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), da Universidade de Lisboa. O acordo reforça o compromisso das instituições com o enfrentamento à desinformação e com a formação de profissionais que atuam na comunicação pública no Brasil.

A iniciativa nasce com foco no fortalecimento da cultura democrática. Para Frederico Souza, secretário-executivo de Comunicação do Governo de Mato Grosso do Sul e presidente do CNSECOM, o intercâmbio é uma oportunidade de construir soluções conjuntas entre os dois países.”Portugal vive um início de polarização política, e nós, no Brasil, já passamos por isso. Eles querem entender esse fenômeno e discutir caminhos para proteger a democracia e os direitos das pessoas”, afirma. Durante o encontro, Frederico esteve acompanhado de Nonato Bandeira, secretário de Comunicação da Paraíba.

Observatório das eleições de 2026

Entre as ações definidas está a criação de um laboratório para análise e observação do processo eleitoral brasileiro em 2026, com participação de pesquisadores portugueses. O formato seguirá o modelo já aplicado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP) nas eleições portuguesas.

Em 12 de outubro deste ano, uma comitiva do CNSECOM acompanhou as eleições municipais em Portugal, identificando boas práticas relacionadas à transparência e à governança da informação.

O desenho final da observação eleitoral ainda está em discussão, mas a previsão é de que três capitais brasileiras recebam o observatório — uma no Nordeste, uma no Sudeste e outra em região ainda a ser definida. O CNSECOM deve apoiar a vinda dos pesquisadores portugueses ao Brasil durante o processo.

Formação em comunicação pública e combate às fake news

Outro eixo central do acordo é a criação de um curso voltado à qualificação de gestores públicos, com foco em comunicação pública, ética na produção de informação, enfrentamento às fake news e fortalecimento da cultura democrática.”Abrimos novas oportunidades para elevar a qualidade da comunicação pública no Brasil”, destaca Frederico.

O modelo do curso ainda será detalhado, a partir de uma formalização do pedido brasileiro com seus objetivos específicos. A proposta inicial prevê uma formação híbrida: início das atividades no Brasil, continuidade online e conclusão presencial em Portugal. Além do curso, também estão previstas pesquisas conjuntas na área de comunicação pública.

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