Com o aumento dos relacionamentos internacionais impulsionados por intercâmbios, trabalho remoto global e aplicativos de encontros, cresce também o número de brasileiros que buscam entender quais são seus direitos após o casamento com um cidadão norte-americano. Segundo dados do governo dos Estados Unidos, mais de 500 mil pedidos de green card por casamento são analisados anualmente, tornando essa uma das categorias mais requisitadas e também mais monitoradas pelo USCIS.
Ao contrário do que muitos imaginam, o casamento não concede cidadania automática. O que realmente muda é a possibilidade de solicitar o green card baseado em relacionamento, documento que permite viver e trabalhar legalmente no país. “Existe um mito de que basta casar para ter cidadania, e isso não procede. O casamento abre um caminho legal, mas esse caminho exige documentos, entrevistas, comprovação de vínculo real e o cumprimento de prazos definidos pela imigração”, explica Luciane Tavares, diretora e advogada especialista em imigração da American Immigration Associates.
O processo costuma começar com a petição I-130, enviada pelo cônjuge americano. Após essa etapa, o solicitante passa por verificações de antecedentes, exame médico, comprovação de capacidade financeira do parceiro americano e a entrevista que avalia a veracidade do relacionamento. Em casamentos recentes, com menos de dois anos de união, o green card é emitido de forma condicional, o que obriga o casal a apresentar novas provas de vida conjunta após o segundo ano para transformar o documento em permanente.
A cidadania norte-americana só pode ser solicitada após pelo menos três anos de residência permanente, desde que o casal permaneça legalmente casado e vivendo junto. Em casos de separação ou para quem já possui o green card há mais tempo, o processo segue regras específicas de naturalização.
Luciane destaca que cada caso é analisado individualmente e que o rigor aumentou nos últimos anos. “O governo americano investe milhões em tecnologia antifraude e o nível de checagem está cada vez mais detalhado. Orientação profissional evita erros, atrasos e negativas por falta de documentação ou informações inconsistentes”, afirma.
Dados do USCIS mostram que cerca de 25% dos processos de green card por casamento recebem solicitações adicionais de evidências. Isso demonstra que a etapa burocrática é mais complexa do que muitos imaginam. O número de brasileiros nessa categoria também cresce, impulsionado pelo aumento do fluxo migratório e das conexões internacionais.
Para quem deseja morar legalmente nos Estados Unidos por meio do casamento, o planejamento é essencial. “Casar não é o fim do processo. É o início de uma jornada migratória que exige organização, transparência e acompanhamento jurídico especializado. Quando tudo é feito dentro da lei, o caminho se torna muito mais seguro e previsível”, conclui Luciane.
A American Immigration Associates segue apoiando brasileiros em todas as etapas, desde a petição inicial até entrevistas e ajustes posteriores, reforçando seu compromisso em oferecer processos seguros, éticos e alinhados às normas federais de imigração.








