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O Fenômeno do Cisne Negro na Política!

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Evento raro, imprevisível, inesperado e fora de expectativa.
Um Impacto extremo que muda tudo, quando acontece.

  • É inexplicável!
    Assim foi o episódio da “quebra de autoridade” do Presidente Lula pelo Senado da República, na rejeição ao nome do indicado ao STF, que só aconteceu
    fac-símile, no final do Séc XIX!
    A Imprevisibilidade com Crise de autoridade de Gov , raramente são anunciadas, foge do controle e do roteiro.
    O Impacto é desproporcionado e
    a desautorização vira narrativa de “governo fraco”, contamina base aliada e muda cálculo político por meses. Tem um viés retrospectivo. Após o fato, todos dizem, “estava na cara!…”
    À previsão e robustez precisa ter “gordura política” ou seja, base ampla, diálogo e ministérios c/ bons técnicos, para absorver o choque. A descentralização do Poder e autonomia a ministros, reduzirá o risco.
    Um exemplo de Cisne Negro na política:- “Um Cisne Negro clássico” fora a facada em Bolsonaro- 6/09/2018.
    Ninguém previa um ataque por lobo solitário na campanha do Bolsonaro com 21 policiais federais em sua segurança.
  • Promoveu um impacto desproporcional!
    Tirou Bolsonaro da campanha de rua, acrescentou à narrativa de “O Mito” também a de “O Mártir”, com intensa cobertura midiática, decisiva para a vitória.
    Ao analisar, eu dizia que “o País inteiro virou uma UTI!” Um evento caótico que pautou os últimos 40 dias de eleição.
    O ataque do Roberto Jefferson à PF em 10/2022, fora o “Cisne Negro às avessas!”
    Dias antes do 2º turno Lula x Bolsonaro, Jefferson reagiu à ordem de prisão com granadas e tiros contra agentes da PF.
  • Um caso raro e fora do script!
    O aliado de Bolsonaro, vira caso de polícia armada, há 7 dias da eleição. Contaminou a reta final!

Gov que depende de improviso, vive de cisne negro em cisne negro! Autoridade se quebra, quando falta lastro técnico, diálogo federativo e previsibilidade de regras. Vira refém do imprevisível, qdo política é feita só no varejo e “intracorporis” partidário.
Como gestor público, digo que “governar é administrar o imponderável! – ”Sofri perseguição política ou ‘LawFare’ em 2011, em meio à crise institucional. Vivi o que Taleb chama de “evento de impacto desproporcional.” Sempre critiquei o “Planejamento de Gabinete!” Dizia que o Gestor Público tem que montar “estruturas antifrágeis” – termo do Taleb – Porque a crise virá de onde não se espera! No meu caso, um réu- delator sem provas depois de 15 anos!

Em resumo, o fenômeno do Cisne Negro tem a Imprevisibilidade como regra:- “Quem acha que controla eleição no Brasil não entendeu que aqui o Cisne Negro é ave migratória – Ela sempre volta!”
Governos vivem sob risco de “choque séptico político.” A defesa da Autoridade é seu sistema imunológico contra a síndrome do Cisne Negro.
Quando o governo depende só do Presidente, infecção vira sépsis.
Um Ministério desautorizado ou uma base que trai, é sinal que o “organismo” está fraco.
A derrota de Lula no Congresso, produziu impacto desproporcional. O episódio virou narrativa de “perda de comando.”Afetará o ‘mercado’, a conquista de base aliada e as votações eleitorais de 2026.
A imunidade é garantida por um Ministério técnico, confiável e bases sólida porque “não dá para prever a próxima facada, mas dá para ter “UTI bem equipada!…”

*Hélio de Oliveira Santos – O Dr Hélio- É médico cirurgião pediátrico , formado pela UNICAMP, ex-dep federal e Prefeito de Campinas 2005-2011. Criador do Crami – Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância e Diretor da Fac Ciências Médicas da PUC-Campinas.
Poeta e Escritor, publicou 16 livros sobre Saúde, Criança e Política Pública.
**A lógica do Cisne Negro é de Nassim Nicholas Taleb.

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