A Motiva, maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, por meio do Instituto Motiva, transforma a Estação Fradique Coutinho, da Linha 4-Amarela, em um convite à descoberta do legado de Lina Bo Bardi. A partir de 11 de agosto, a arquiteta, designer, cenógrafa e uma das mais influentes pensadoras da cultura brasileira passa a ser a nova homenageada do Projeto Centenários, em uma exposição interativa que celebra sua trajetória e sua contribuição para a arquitetura, as artes e a valorização dos espaços de convivência.
A mostra convida os clientes da Linha 4-Amarela a mergulhar em uma experiência inspirada nas criações e no pensamento de Lina Bo Bardi, cuja obra transformou a relação entre arquitetura, cultura e convivência coletiva. A exposição ocupa diferentes ambientes da estação com elementos visuais e intervenções que aproximam o público de alguns dos projetos mais emblemáticos concebidos pela arquiteta, como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), a Casa de Vidro e o Sesc Pompeia.
Com 98 peças gráficas e tridimensionais distribuídas por diversos pontos da estação, a exposição cria um percurso imersivo que transforma o trajeto cotidiano dos passageiros em uma experiência cultural. Painéis, adesivos e placas apresentam momentos marcantes da vida e da obra da arquiteta, enquanto os 120 degraus de quatro escadas receberam aplicação gráfica especial inspirada em seu legado. Um dos destaques da mostra são duas maquetes físicas, que permitem aos visitantes compreender a dimensão espacial, estética e social dos projetos idealizados por Lina.
Ao longo do percurso, o público poderá conhecer curiosidades sobre sua trajetória, suas influências e sua contribuição para a construção de uma identidade cultural brasileira mais plural e acessível. A exposição também conta com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição e conteúdos em Libras, ampliando o acesso à experiência para diferentes públicos.
“Lina Bo Bardi ensinou o país a enxergar os espaços urbanos como lugares de encontro, pertencimento e convivência. Trazer sua obra para dentro de uma estação de metrô é uma forma de ampliar o alcance de seu legado e aproximar milhares de pessoas de uma das maiores referências da arquitetura e da cultura brasileira. No Instituto Motiva, acreditamos que os espaços de mobilidade também podem ser espaços de aprendizagem, reflexão e transformação social”, afirma a presidente do Instituto Motiva, Renata Ruggiero.
A exposição tem curadoria de Isa Ferraz, além da participação do arquiteto Marcelo Ferraz e André Vainer. O planejamento, a criação da identidade visual, o conceito da campanha e as peças foram desenvolvidos pela agência Profile. A produção é da agência Nico, com consultoria de acessibilidade de Cláudia Werneck, da Escola de Gente.
A mostra conta com selo de carbono neutro da Eccaplan, o que significa que todas as emissões de gases de efeito estufa geradas durante sua realização foram compensadas. A iniciativa está alinhada à estratégia de sustentabilidade da Motiva, que assumiu o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2 até 2035, sendo pioneira no setor ao estabelecer essa meta.
Lina Bo Bardi: a arquiteta que transformou espaços em encontros
Nascida em Roma, em 1914, Lina Bo Bardi chegou ao Brasil em 1946 e encontrou no país a inspiração para desenvolver uma das obras mais influentes da arquitetura moderna. Naturalizada brasileira, construiu uma trajetória marcada pela valorização da cultura popular, pela defesa dos espaços públicos e pela criação de ambientes pensados para a convivência e o acesso democrático à arte.
Entre suas obras mais reconhecidas estão o MASP, com seu icônico vão livre na Avenida Paulista; a Casa de Vidro, onde viveu por décadas; e o Sesc Pompeia, considerado uma das principais referências mundiais em arquitetura voltada à integração social. Seu trabalho ultrapassou os limites da arquitetura, dialogando com o design, as artes visuais, a museografia e a preservação do patrimônio cultural brasileiro.
Mais do que projetar edifícios, Lina defendia uma arquitetura viva, construída para ser ocupada e transformada pelas pessoas. Sua visão continua influenciando arquitetos, urbanistas e instituições culturais em todo o mundo e segue ajudando a moldar a forma como as cidades brasileiras pensam a relação entre cultura, território e convivência.
Cultura e educação no trajeto cotidiano
Reforçando seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e à educação, o Instituto Motiva promoveu uma ação voltada à comunidade do entorno durante a abertura da exposição. Como parte do Circuito Cultural, cerca de 30 estudantes de uma escola pública da região participaram de um tour guiado exclusivo pela mostra.
A atividade proporcionou aos alunos uma experiência de aprendizado conectada à arquitetura, à arte e à história da cidade, estimulando novos olhares sobre os espaços urbanos e seu papel na vida cotidiana. “Ao aproximar estudantes da obra de Lina Bo Bardi, mostramos que a cidade também pode ser um espaço de educação. A exposição amplia o acesso ao patrimônio cultural brasileiro e promove experiências que inspiram novas formas de enxergar o território, a arte e a convivência”, afirma Renata Ruggiero.
Lançado neste ano, o Circuito Cultural tem como objetivo ampliar o acesso à cultura para estudantes da rede pública e participantes de projetos sociais. Com investimento de R$ 1 milhão, o programa prevê a realização de 83 visitas ao longo do ano, beneficiando cerca de 3 mil crianças e adolescentes em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Força da arte no fluxo da cidade
Lina Bo Bardi é a nona homenageada do Projeto Centenários, iniciativa do Instituto Motiva que integra a estratégia de investimento social da Companhia. O projeto tem como objetivo celebrar o legado de grandes nomes da cultura brasileira por meio de experiências gratuitas que conectam arte, educação, mobilidade urbana e inclusão.
Desde 2023, já foram homenageados artistas e intelectuais como Grande Otelo, na Estação Paulista-Pernambucanas; Clementina de Jesus, na Estação Vila Sônia; Luiz Gonzaga, na Estação República; Clarice Lispector, na Estação Luz; Candido Portinari, na Estação Higienópolis-Mackenzie; Tomie Ohtake, na Estação Faria Lima; Heitor Villa-Lobos, na Estação Pinheiros; e Jorge Amado, na Estação Butantã.
Em fevereiro, o Instituto Motiva recebeu o Zero Project Award 2026, um dos mais importantes reconhecimentos globais na área de inclusão. A premiação reconheceu o impacto do Projeto Centenários na democratização do acesso à cultura, transformando estações de metrô em espaços de aprendizagem, memória e inclusão e conectando milhares de pessoas ao patrimônio cultural brasileiro.
Desde 2014, o Instituto Motiva já investiu mais de R$ 532 milhões em projetos de impacto social, beneficiando mais de 20 milhões de pessoas. Em 2025, foram destinados R$ 81,7 milhões, reforçando o compromisso da Companhia de investir R$ 1 bilhão em impacto social até 2035.
SERVIÇO
Exposição Projeto Centenários – Lina Bo Bardi
Local: Estação Fradique Coutinho (Linha 4-Amarela)
Data: A partir de 11 de agosto de 2026
Horário: Durante o horário de funcionamento da estação









